Tuesday, November 17, 2009

Jungle

Tuesday, November 03, 2009

Lucky Number

Friday, September 18, 2009

After lunch cigarette

Saturday, September 12, 2009

Wednesday, August 19, 2009

112

Sunday, August 16, 2009

Still crazy after all these years

We changed/found myself.

Sunday, August 02, 2009

... and after all



It´s Summer

Saturday, July 25, 2009

At home on a Friday night

My big head...

Tuesday, July 21, 2009

Narcóticos Anónimos

Há sortudos que se perdem nos prazeres do jogo, outros viciam-se numa qualquer religião e alguns não conseguem viver sem se embebedarem com poder. Os mais machos agarram-se ao seu machismo e não conseguem passar sem as suas putas. As almas caridosas ajudam os mais desafortunados, doentes e pobres. Os viciados mais artísticos não conseguem passar uma hora sem agarrar numa caneta e fazer uma linha, com sorte uma página inteira. Outros preferem pegar num lápis e fazer uns riscos. Os que têm mais talento lá conseguem fazer, de vez em quando, um desenho que se perceba. Os mais alucinados perdem-se pelas suas musas. Talvez um dia consigam pintar aquela tela. Há quem se agarre à cocaína, os menos abonados ao seu parente pobre, o crack. Outros apaixonam-se pelo òpio e seus derivados igualmente pesados, heroína e afins. Uns conseguem largar esses monstros para logo em seguida se agarrarem a outros como a metadona, Serenal ou Rohypnol. Outros agarram-se a outras plantas, mais leves mas igualmente ilegais. Muitos não conseguem viver sem as suas drogas, umas duras outras leves mas todas legais: álcool, nicotina, cafeína, Prozac, Xanax, Lexotan e um monte de merdas do mesmo género. Há mulheres que não conseguem ser felizes se não comprarem aquele par de sapatos, aquele vestido ou o novo verniz daquela marca francesa que só vão pôr uma vez e que vai envelhecer ao lado de outros frascos de verniz e baton da mesma marca, porque aquela é que é. Muitos são dependentes do futebol, dos resultados da jornada para conseguirem ganhar algum prazer na sua existência. Há muita gente a correr por prazer, a cantar, a ler ou a sonhar, há ainda aqueles que apenas crêem. Em alguma coisa, eles nem sabem bem o quê. O que interessa é acreditar. Os ladrões precisam de roubar os outros, para só assim, obterem alguma satisfação nas suas malfadadas vidas. Os que têm espingardas são adictos na arte de bem matar as suas presas, sejam elas pessoas, aves de caça, hipopótamos ou elefantes. O que interessa é chegar a casa com um escalpe, é esse o seu escape. Durante o nosso vaguear por esta minúscula partícula que paira no universo agarramo-nos, cada um à nossa maneira, a coisas que inexplicavelmente nos trazem satisfação. Precisamos de preencher a nossa vida com qualquer coisa para que esta faça, senão todo, pelo menos algum sentido. A forma como o atingimos torna-se, a partir de certa altura, totalmente irrelevante, seja a maneira que arranjamos para chegar ao nosso mel/veneno (depende do ponto de vista): legal ou ilegal, imoral ou perverso. Aceitável ou condenável. Precisamos de sensações para nos sentirmos vivos, para nos esquecermos que caminhamos todos, por caminhos diferentes, para o mesmo fim, a morte. Todos necessitamos de doses diárias de alguma coisa, seja isso o consumo de drogas, uma nova sensação, outra ida às compras porque a de ontem não foi suficiente e só hoje é que começam os saldos, mais uma foda porque a de manhã soube a pouco, mais uma dezena do terço porque hoje ainda só rezei duzentas e vinte e três ou só mais um tag na parede imaculada deste prédio acabado de restaurar. Não há inocentes nem abstémios, somos todos junkies e culpados. Andamos sempre à procura de alguma coisa e, por vezes, acabamos por nos agarrar a isso. Durante um largo período de tempo agarrei-me à ideia que tudo girava à minha volta, que era o centro do mundo. Há uns meses deixei de querer isso, ou de querer acreditar nisso. Deixei de ter vontade de lutar por isso ou de ser aquilo que talvez fosse. Isto que talvez seja. Hoje tive uma recaída e dei um passo que tanto pode ser o primeiro em direcção à minha cura, ou o último rumo ao abismo.

Tuesday, July 07, 2009

So many

Words make you think a thought. Music makes you feel a feeling. A song makes you feel a thought.”

E. Y. Harburg

Friday, June 26, 2009

Welcome to heaven!


Where nothing ever happens and daily routines are boring as hell.

Tuesday, June 09, 2009

Dá-lhe corda

Monday, May 18, 2009

Melting Pot

Want to pick
Not to be picked

Ambushed and firmly pushed
Into this and into that

To undress
What is wrapped

To discover
What is trapped

To succeed
On what´s to come

To hear the flow
And touch that glow

That will melt the white
From all the snow

Saturday, May 16, 2009

No need to answer

Adrift in between
A set of undeniable true facts
And imagined science fiction

You´re still lost
In that state of blind ambition

Still trying
Gently burning
And slowly dying
While you hear that drum
Neighboring your lung
Continually pounding
Am I alive or finally dead?
Immortalized?

Ficheiros Secretos

Há toda uma enormidade de desenhos e poemas desprovidos de qualquer nexo, salpicos de tinta confusos, labirintos de riscos em todas as direcções, aforismos e afins que nunca sairam das folhas de papel dos meus livros de rascunhos. Muitos porque são pura e simplesmente horríveis. Outros não saem de lá porque: ou não fazem sentido ou fazem-no demais. Outros porém, não são postos a nú porque contêm conteúdos tão fortes que não passam pela aprovação da minha forte censura. Por fim, há alguns que não quero partilhar com ninguém, apesar desses meus livros não terem cadeados e andarem por aí, em qualquer canto espalhados.

Friday, May 08, 2009

Papillon


Sim, porque apesar de há duas semanas trabalhar uma média de doze horas por dia o meu pensamento ainda se transporta para lugares oníricos.

Agora vou dormir quatro horas e daqui a bocado estou de volta à fábrica. Até domingo vai ser assim: trabalhar muito e dormir pouco.

Wednesday, April 29, 2009

Lista de compras (e é só a primeira)

5 latas pêssego em calda
6 latas polpa de goiaba
4 latas polpa de manga
1,25 litros leite de côco
145 folhas gelatina
43 kg açúcar
5 kg farinha sem fermento
2 embalagens Fermento Royal
5 embalagens açúcar em pó
2 kg frutos vermelhos congelados
1 kg creme de framboesa
3,75 kg amoras silvestres
7 frascos doce de morango
5 frascos doce de framboesa
30 kg manteiga
4,5 kg mascarpone
5 kg queijo creme
52 ovos inteiros
35 litros natas para bater
350 gemas de ovos
300 claras de ovos
1 litro leite
8 iogurtes naturais
3 litros de agua
6,3 kg limão
32 limas
9,5 kg laranja
7 kg Pêra
3 kg morangos
3 kg ananáa
13 mangas
3 kg maças reineta
0,5 kg côco ralado
1 kg côco seco
1 kg amêndoas
0,5 kg nozes
0,3 kg pistachios
0,4 kg mel
0,5 kg bagas
30 pacotes bolacha Maria
5 pacotes Massa filo
28 kg chocolate culinária
1 pacote cacau em pó
1 garrafa agua flor de laranjeira
1 garrafa cointreau
1 garrafa grand marnier
2 embalagens àgua de rosas
1 frasco essência de baunilha
20 vagens baunilha
10 vagens cardamomo
20 pacotes pimenta rosa
0,2 kg canela pó
1 caixa pequena de gengibre

... e as horas de sono a diminuir.


Monday, April 27, 2009

Segunda

Não deixei de sentir. Apenas sinto de maneira diferente.

Friday, April 24, 2009

Cor para dar

Finalmente consegui acabar alguma coisa que me foi encomendada.

Friday, April 10, 2009

Páscoa

Há dias que sou um perfeito anormal.
Hoje só quero dar um abraço.

Desenhos




Wednesday, April 08, 2009

Não sei o que escrever...

Tenho andado lá por fora a tentar ser normal. Viver lá fora pode ser divertido mas sinto uma falta enorme de passar por aqui, , de sonhar e divagar; pôr cá para fora o que cá está dentro. Sim, porque se viver rodeado pelos nossos sonhos é difícil, tentar apagá-los da nossa vida sem os viver é impossivel. Pelo menos para mim.

Tuesday, March 31, 2009

Gossiping

It seems to me that everyone nowadays is more interested in knowing the truth from talking with others instead of knowing it from the source. People can´t be more far from reality If they thing I gossip around. I haven´t done that since last summer.

How´s that for devotion?

Sunday, March 29, 2009

Yesterday

I was there but I haven´t seen the light.

Friday, March 27, 2009

Estou refém do meus segredos. Só "falo" deles com que o é.

Thursday, March 26, 2009

Bom dia

Há mais duas horas a tentar escrever um texto mas não consigo pôr em palavras tudo o que tenho para dizer. Por isso, antes que faça asneira outra vez (que obviamente não quero fazer), enquanto espero que o destino me apareça na esquina, a única coisa que consigo aqui expressar é a seguinte: isto é inacreditável... :)

Wednesday, March 25, 2009

For the flash

I patiently wait.

Tuesday, March 24, 2009

Today only had time to do this*

In a good way, of course.

* it´s supposed to look like a very special dressing room mirror. Yours.

Monday, March 23, 2009

Sublime "40oz. to Freedom"

Não é fácil catalogar a sonoridade desta extinta banda de Long Beach, a sua música oferece-nos uma enorme variedade de estilos musicais: reggae, dub, ska, punk, hip-hop e, obviamente, rock, tudo com muito humor misturado na equação (quem mais poderia escrever a frase 24/7 devil´s best friend ?). Um dos segredos da fórmula desta banda é a utilização de inúmeros samplers de outros músicos, que são incorporados na estrutura das suas composições de maneira brilhante e extremamente original. As letras das músicas contam histórias do quotidiano num tom divertido, com mudanças de ritmo repentinas e carregadas de energia. O primeiro álbum dos Sublime foi lançado em 92 e é, muito provavelmente, o disco que ouvi mais na minha vida. A sua capa de longe uma das minhas preferidas. Já a reproduzi umas quantas vezes à mão e tenho uma delas no placard de cortiça, que está ligeiramente acima da minha cabeça na parede à minha direita. Era tão viciado neste disco que quando em 99 saiu a edição em vinil eu tive que o comprar. Foi o único disco do material acima referido que alguma vez comprei e obviamente sei muito bem onde ele está arrumado, ou melhor, desarrumado. Também já comprei duas t-shits com o tal Sol da capa, perdi-as às duas. Infelizmente no Ebay só consigo encontrar pretas, e eu, como sou teimoso que nem um burro, recuso-me a comprar porque acho que um Sol daqueles precisa de um fundo branco para se visto melhor. Em relação às músicas do 40 Oz. To Freedom elas são tantas e tão boas que é difícil falar de umas e não falar de outras, no entanto, há umas que destaco. Badfish que durante anos foi a minha música preferida, reggae do mais doce que há. Rivers of Babylon, uma cover folk da conhecida canção: violão com os amigos à volta da fogueira. DJ´s, mais uma reggaezada do melhor. Smoke Two Joints, uma cover dos The Toyes tornada famosa pelos Sublime, que é um dos hinos de fumadores de marijuana de todo o mundo. Date Rape, uma skazada que abriu os ouvidos do mundo para o talento da banda de LB. Don´t Push que tem uma das melhores romantic lines que alguma vez escutei numa música e que exemplifica na perfeição a maneira de escrever da banda e o tipo de humor utilizado por esta. (If I had a shotgun, know what I'd do, I'd point that shit straight up at the sky and shoot heaven on down for you), Hope a música da parte do Shane Powell no Momentum (filme de surf). Todas as músicas deste disco são boas e têm algo diferente para oferecer que a anterior. É daqueles trabalhos que vai crescendo à medida que as audições vão aumentando. Por ironia do destino, a banda só teve o merecido reconhecimento do seu talento depois da morte do vocalista, Brad Nowell,o cérebro da banda, devido a uma overdose de heroína, (mais pura ao que ele estava habituado) em 96. A coisa boa de artistas como Brad é que eles nunca chegam a morrer, por a sua obra fica sempre com os que cá continuam. As suas criações são infinitas e intemporais porque as podemos sempre escutar, olhar ou ler o que eles têm para nos contar. Eu subscrevo a opinião daqueles que dizem que o Elvis não morreu. Não morreu ele, nem o Cobain, nem o Bob, nem o Jimmy, nem o Morrison, nem a Joplin e muito menos o Brad. Os pintores que admiro também não morreram nem a actrizes de quem certas senhoras tanto gostam. Estão todos vivinhos da silva a beber cocktails, com algum juízinho (porque com o passar dos anos vamos aprendendo o que a vida nos ensina) num qualquer sitio paradisíaco e a viver a vida como ela deve realmente ser vivida. Para nós, comuns mortais basta-nos carregar num botão para ouvir o que eles têm para contar aos nossos ouvidos. A vida deles e a nossa continua, sempre, viva. Isso é sublime.

Thursday, March 19, 2009

It Wasn´t Me

Wednesday, March 18, 2009

..................................................

Às vezes sinto que estou a correr uma maratona. Vou tão concentrado na corrida que acabo por passar pela meta sem dar por isso. Continuo a correr para perceber um pouco mais à frente que já devia ter parado. É aí, nessa altura, que fico na dúvida. Será que realmente houve alguma vez uma corrida? Não terá sido tudo uma projecção da minha imaginação? Se calhar, pura e simplesmente desencontrei-me da realidade que desenhei, pela qual tenho corrido como nunca o fiz até aqui. Começo a achar que o que um anónimo escreveu há uns tempos neste espaço, que eu andava a fazer tudo errado, é capaz de ser, em parte verdade. O meu maior erro é esforçar-me em demasia e viver agarrado à ideia de que tudo na vida acontece como eu sonho. É por isso que sempre que chego ao pódio, para abrir o champanhe e levantar a taça, já não está lá ninguém...

Tuesday, March 17, 2009

Went to a mall and bought this


... and a Mocha Frappuccino. No sugar.