Graphic designer, ilustrator with a pseudo-artistic vein. I try to earn my living as a freelancer while I depict the world as I see it, always with the hope that some charitable and enlightned soul ( who knows, maybe both) likes my work. There are two things I can´t live without since I was a kid, music and waves. I´m still a kid today with none or little will to grow up. Maybe someday that will happen, but until then, I´ll continue to unveil my world of lines, color and fantasy.
Thursday, June 13, 2013
Wednesday, May 15, 2013
Ando por estas ruas novamente
Mesmo que esporadicamente
Pés que caminham perdidos nos passeios vazios
Sujos e gastos pelo tempo
Carcomidos do vento
Como este buraco em que me tornei
Talvez tenha ido
Para o fazer mais pequeno.
De modo a encher este buraco que tenho.
Para tapar o que escavei
Pus lá uma vida nova
Cidades que ficaram casa.
Outros trabalhos e cheiros novos
Mais amigos, mulheres diferentes
Memórias para me encher
Aqui o vazio reaparece
A água volta para dentro da terra
Que rapidamente seca
Nada mudou
Nada se passou
Passeio, vagueio
Oco, vazio e seco
Caminhando nas ruas de passeios vazios
Sujos e gastos pelo tempo
Carcomidos do vento
À procura de outro momento
Saturday, April 20, 2013
Thursday, March 28, 2013
Este espaço já não deveria existir.
Porque eu lhe virei as costas. No processo, deixei saber fazer o que fazia. De receber o que me fazia fazer.
Com o tempo deixou de fazer sentido. Foi quase esquecido este mapa de vidas passadas, de tempos diferentes.
Voltar aqui é como entrar num antigo e abandonado liceu. Sem recordação do que é a escala do tempo, mas nas memórias dos que por lá andaram. São as velhas secretárias desenhadas, os antigos livros destruídos,amarelados pelos anos. Pó misturado com giz nos corredores e quadros de ardósia partidos, espalhados pelo chão. O velho pátio, vazio ainda mais que tudo o resto.
Que me perdoe o silêncio que por aqui agora reina, pela insistência desta brisa incómoda. Deste barulho que a espaços vou fazendo.
Que não se engane com o pouco que agora faço.
Porque não são gritos que dou.
São inofensivos suspiros.
Porque eu lhe virei as costas. No processo, deixei saber fazer o que fazia. De receber o que me fazia fazer.
Com o tempo deixou de fazer sentido. Foi quase esquecido este mapa de vidas passadas, de tempos diferentes.
Voltar aqui é como entrar num antigo e abandonado liceu. Sem recordação do que é a escala do tempo, mas nas memórias dos que por lá andaram. São as velhas secretárias desenhadas, os antigos livros destruídos,amarelados pelos anos. Pó misturado com giz nos corredores e quadros de ardósia partidos, espalhados pelo chão. O velho pátio, vazio ainda mais que tudo o resto.
Que me perdoe o silêncio que por aqui agora reina, pela insistência desta brisa incómoda. Deste barulho que a espaços vou fazendo.
Que não se engane com o pouco que agora faço.
Porque não são gritos que dou.
São inofensivos suspiros.
Saturday, March 16, 2013
Friday, December 21, 2012
Wednesday, November 14, 2012
Tuesday, October 02, 2012
Thursday, September 27, 2012
Wednesday, September 26, 2012
Sensory Deprivation
It´s not the forever blindness of my eyes that keeps me wake, but the fact that my forgotten mind lost it´s ability to smell and touch others.
Thursday, July 05, 2012
Saturday, June 09, 2012
Saturday, February 18, 2012
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