Somos pequenos mas somos muitos.
Graphic designer, ilustrator with a pseudo-artistic vein. I try to earn my living as a freelancer while I depict the world as I see it, always with the hope that some charitable and enlightned soul ( who knows, maybe both) likes my work. There are two things I can´t live without since I was a kid, music and waves. I´m still a kid today with none or little will to grow up. Maybe someday that will happen, but until then, I´ll continue to unveil my world of lines, color and fantasy.
Saturday, March 12, 2011
Wednesday, March 09, 2011
Tuesday, March 01, 2011
Friday, February 25, 2011
Thursday, February 24, 2011
Wednesday, February 23, 2011
come on...
Não sabemos o que há. Não fazemos a miníma ideia do que isto é. Vamo-nos deixando andar aos papéis, numas noites cheios de sonhos e noutras sem conseguir dormir. Insistimos neste jogo que nos abastece, ao mesmo tempo que nos consome. As pessoas vão e veêm, entram e saem e nós continuar aqui a arder, a tentar perceber o que todos os outros já perceberam. Só depois de sabermos o que há é que começamos a perceber aquilo que somos.
Monday, February 21, 2011
Thursday, February 17, 2011
O espaço que se segue é da exclusiva responsabilidade dos intervenientes
Em Agosto de 2010 uma editora pediu-me dois estudos para a capa de um livro sobre Zombies (tema muito na voga) a ser editado nos primeiros meses deste ano. Fui pago antes de enviar as artes finais e enviei as mesmas há quase dois meses.
Ontem a meio da tarde, quase fim, uma produtora pediu-me para fazer o storyboard (16 slides) para um anúncio de televisão. Deadline? Hoje até às seis e meia da tarde. Em condições normais a tarefa não é fácil, pelo menos para mim que faço uns bonequinhos engraçados mas não tenho aquele talento inato que alguns têm. Para piorar o cenário, as minhas condições laborais são anormais. Tenho um part-time de manhã como designer gráfico que me dá sempre algum certo todos os meses, tendo na maior parte dos dias as tardes e fins de semana para fazer os meus trabalhos com freelancer... ou o que bem me apetecer. É muito giro, mas em situações de deadlines apertados é um pesadelo recorrente, já que vinte e quatro horas magicamente se transformam em dezoito; mais coisa menos coisa. Retirando as quatro horas de sono que consegui espremer ontem à noite ficam catorze, o que dá uma média por slide de 52 minutos e 30 segundos, processo que inclui: procurar imagens de referência, desenhar, digitalizar e organizar numa apresentação. Safei-me, enviei tudo dentro do prazo e não tomei drogas para fazer o trabalho, à excepção de erva, que às tantas dá mais sono do que tira.
A razão da referência ao trabalho que fiz para a capa do tal livro serve para provar o meu ponto. O porquê de eu não ter querido ir vender banha da cobra para agências de publicidade. Para além de venderem merdas que não precisamos é sempre tudo para ontem. "Toma lá dá cá, despacha lá isso que o cliente está a chatear..." Ainda para mais arranham que nem uns cães, o dia todo a engendrar como hão de comer a cabeça dos pobres e oprimidos. Resta-me dizer que o stress todo desaparece quando se faz o click no email com o documento, sendo substituido por uma enorme satisfação pelo dever cumprido. Confesso que o guito também dá algum jeito.
Por isso, quando daqui a uns meses virem na caixa mágica a Elisabete Jacinto armada em radical lembrem-se que tive alguma coisa a ver com aquilo. A nossa heroína não vai vender banha, mas uma coisa parecida: cremes hidratantes e produtos cosméticos para as mulheres do nosso querido Portugal!
p.s.
se ouver algum criativo ofendido, por favor faça-se ouvir.
p.s 2
outra das razões de eu ter desistido de uma carreira publicitária com direito a muitos Leões foi o facto de o ùnico copywriter com quem realmente gostei de trabalhar ter cortado os pulsos há uns anos (just kidding)
p.s 3
quero uma para jogar com os meus amiguinhos
p.s 4
abaixo a música mais ouvida nas ùltimas 24 horas. Um mimo para quem se deu ao trabalho de chegar até aqui.
p.s 5
às vezes tenho saudades de quando ganhava a vida a fazer bolos.
Ontem a meio da tarde, quase fim, uma produtora pediu-me para fazer o storyboard (16 slides) para um anúncio de televisão. Deadline? Hoje até às seis e meia da tarde. Em condições normais a tarefa não é fácil, pelo menos para mim que faço uns bonequinhos engraçados mas não tenho aquele talento inato que alguns têm. Para piorar o cenário, as minhas condições laborais são anormais. Tenho um part-time de manhã como designer gráfico que me dá sempre algum certo todos os meses, tendo na maior parte dos dias as tardes e fins de semana para fazer os meus trabalhos com freelancer... ou o que bem me apetecer. É muito giro, mas em situações de deadlines apertados é um pesadelo recorrente, já que vinte e quatro horas magicamente se transformam em dezoito; mais coisa menos coisa. Retirando as quatro horas de sono que consegui espremer ontem à noite ficam catorze, o que dá uma média por slide de 52 minutos e 30 segundos, processo que inclui: procurar imagens de referência, desenhar, digitalizar e organizar numa apresentação. Safei-me, enviei tudo dentro do prazo e não tomei drogas para fazer o trabalho, à excepção de erva, que às tantas dá mais sono do que tira.
A razão da referência ao trabalho que fiz para a capa do tal livro serve para provar o meu ponto. O porquê de eu não ter querido ir vender banha da cobra para agências de publicidade. Para além de venderem merdas que não precisamos é sempre tudo para ontem. "Toma lá dá cá, despacha lá isso que o cliente está a chatear..." Ainda para mais arranham que nem uns cães, o dia todo a engendrar como hão de comer a cabeça dos pobres e oprimidos. Resta-me dizer que o stress todo desaparece quando se faz o click no email com o documento, sendo substituido por uma enorme satisfação pelo dever cumprido. Confesso que o guito também dá algum jeito.
Por isso, quando daqui a uns meses virem na caixa mágica a Elisabete Jacinto armada em radical lembrem-se que tive alguma coisa a ver com aquilo. A nossa heroína não vai vender banha, mas uma coisa parecida: cremes hidratantes e produtos cosméticos para as mulheres do nosso querido Portugal!
p.s.
se ouver algum criativo ofendido, por favor faça-se ouvir.
p.s 2
outra das razões de eu ter desistido de uma carreira publicitária com direito a muitos Leões foi o facto de o ùnico copywriter com quem realmente gostei de trabalhar ter cortado os pulsos há uns anos (just kidding)
p.s 3
quero uma para jogar com os meus amiguinhos
p.s 4
abaixo a música mais ouvida nas ùltimas 24 horas. Um mimo para quem se deu ao trabalho de chegar até aqui.
p.s 5
às vezes tenho saudades de quando ganhava a vida a fazer bolos.
Take care
Wednesday, February 16, 2011
Monday, February 14, 2011
Wednesday, February 09, 2011
Tuesday, February 08, 2011
Sunday, February 06, 2011
Tuesday, February 01, 2011
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